Uma régua por área
O agente reconhece de que curso é o seu trabalho e aplica o padrão daquela área. Ele não cobra de você o que nunca se cobrou ali.
Uma banca só é dura porque já viu muita coisa. A nossa também. Antes de qualquer agente abrir o seu trabalho, ele passou por mais de mil estudos publicados e por TCCs reais de turmas reais, até saber o que é padrão de área e o que é erro de verdade. E esse acervo não para: a cada rodada entra estudo novo.
Essa página existe por um motivo simples: quando a gente diz "mil artigos", você tem o direito de perguntar de onde vêm e pra que servem. Aqui está a história, sem enrolação.
Os agentes têm uma rede de busca ligada às bases públicas de prestígio: PubMed, SciELO, Portal de Periódicos CAPES, repositórios institucionais das universidades, Crossref, Cochrane. Nada de conteúdo pirata, nada de banco fechado. Tudo o que eles leem, qualquer professor pode abrir e conferir.
A busca não é aleatória. Ela é organizada por área e por vertente, porque o que é rigor em Direito não é rigor em Fisioterapia.
De cada estudo eles tiram o esqueleto: tipo de pesquisa, desenho do método, tamanho e origem da amostra, instrumentos usados, o que os números disseram, a data e quantas referências sustentam aquilo.
É esse fichamento que ensina o agente o que é normal numa área. Ele passa a saber que uma revisão séria da saúde mostra o fluxo de seleção, que um TCC de Direito quase nunca tem amostra, que um trabalho de campo em Biologia precisa declarar esforço amostral. Sem isso, o avaliador vira aquele que cobra gráfico de quem nunca deveria ter um.
Com os estudos fichados, os agentes começam a cruzar: um contra o outro, um contra o padrão da área, o método declarado contra o método entregue, a conclusão contra o dado que a sustenta, a data da pesquisa contra a data da referência citada.
É aí que os padrões aparecem. Não é opinião nossa sobre o que é um bom trabalho, é o que a própria literatura publicada mostra que se faz naquela área. E, junto com os acertos, aparece a lista dos tropeços que se repetem em todo lugar: confundir correlação com causa, generalizar um estudo de caso único, esticar uma conclusão além do que o número aguenta.
Artigo publicado mostra como deveria ser. Só que aluno não escreve artigo publicado, aluno escreve TCC. Então a gente colocou do outro lado da mesa trabalhos reais, de turmas reais, com os erros reais que professores apontaram.
O agente compara os dois mundos. De um lado, o padrão que a literatura mostra. Do outro, o que costuma chegar na banca. A distância entre os dois é exatamente o que ele te aponta.
O sistema não parou no primeiro dia. Cada trabalho avaliado gera uma comparação nova: o que o agente apontou, o que o professor concordou, o que era exagero. O que erra, sai. O que acerta, vira regra.
Foi assim, rodada por rodada, que a taxa de acerto subiu e os falsos alarmes caíram. É simples, é direto e é o motivo de a banca hoje ser sólida: ela foi construída em cima de evidência, não de achismo.
E continua. Toda semana entra estudo novo, área nova, padrão novo. A banca que vai ler o seu TCC amanhã sabe mais do que a de hoje.
Todas públicas, todas verificáveis. Se você quiser conferir uma fonte que apareceu no seu parecer, o caminho está aberto.
O agente reconhece de que curso é o seu trabalho e aplica o padrão daquela área. Ele não cobra de você o que nunca se cobrou ali.
Apontar doença onde não tem é pior do que não apontar nada. Foi estudando o padrão de cada área que a banca aprendeu a não cobrar amostra de um trabalho teórico.
Quando uma referência não bate com a base pública, o agente avisa pra você conferir. Ele nunca cria uma citação que não existe.
Do mesmo cruzamento saíram os padrões que denunciam texto feito por máquina sem revisão. A gente aponta pra você ajustar antes que alguém aponte na sala.
Quando um agente diz que algo está frágil no seu trabalho, ele está comparando com centenas de trabalhos daquela mesma área que já leu. Não é palpite. É repertório.
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