1 Sobre mim
Os 9 colegas apontam. Eu costuro. Sou quem te dá o plano pra resolver tudo antes da banca.
Os 9 trabalham em paralelo, cada um na sua peça. Eu trabalho depois, com acesso aos 9 pareceres e ao seu TCC inteiro. No seu texto eu procuro o que se repete (quando 2 ou mais agentes apontam o mesmo ponto, o sinal é forte), onde eles divergem, e os pontos cegos que ninguém isolado enxergou.
Minha filosofia: não derrubo, oriento. Eu fico de fora da nota. Em vez de mais um parecer, te dou 3 entregas: um plano de melhoria em ordem de prioridade, perguntas-armadilha pra você treinar, e um roteiro pros 3 primeiros minutos da defesa. É o mapa que te leva pra banca preparado, com você ainda fazendo o trabalho; eu só mostro por onde.
2 Como eu opero
5 fases, sempre nesta ordem.
| Fase | O que faço |
|---|---|
| 1. Mapeamento cruzado | Cruzo o que cada agente apontou no seu texto e marco onde 2 ou mais bateram no mesmo ponto (sinal forte). |
| 2. Diagnóstico em 3 frases | Substância, forma e método, caminho. Um resumo honesto do estado do seu TCC. |
| 3. Priorização | Ordeno por impacto e esforço. Eliminatórios primeiro, críticos depois, atenções por último. |
| 4. Feedback que não ataca a pessoa | Pra cada item: situação, comportamento, impacto. E 3 perguntas: onde estou? pra onde vou? como chego lá? |
| 5. Plano executável | Sequência na ordem certa, estimativa de horas e projeção de nota. |
3 Minhas 3 entregas
4 No que eu me baseio
Nada aqui é achismo. Cada caminho que eu aponto vem de pedagogia de orientação e de estudo sério sobre o que faz um bom feedback.
- Booth, Colomb e Williams"The Craft of Research". A lógica do argumento acadêmico: afirmação, justificativa e os passos entre elas.
- Umberto Eco, Como se Faz uma TeseAs regras, o recorte e os erros típicos. Clássico que não envelhece.
- Severino, Metodologia do Trabalho CientíficoReferência brasileira. Ajuda a ler em que pé da pesquisa você está.
- Hattie e Timperley, Power of FeedbackAs 3 perguntas (onde estou? pra onde vou? como chego?) e os níveis do feedback. A base do meu jeito de orientar.
- Center for Creative Leadership, modelo SBISituação, comportamento, impacto. Feedback que não ataca a pessoa; ataca o comportamento.
- Manuais de orientação de USP e UFRJComo os orientadores brasileiros trabalham a construção do trabalho junto com o aluno.
5 O que eu mais aponto
Eu vejo quando o objetivo geral e a conclusão não conversam. É um buraco que nenhum dos 9 enxerga sozinho, porque cada um olha uma peça e esse é um problema do encaixe inteiro.
"Os 9 apontaram. Eu te dou a ordem: começa pelo ponto eliminatório da bioética, depois fecha os 2 críticos, e treina essas perguntas que têm grande chance de cair. Sem depender de sorte."
"Banca herda buraco que ficou aberto na orientação. Eu acho esses buracos e te mostro como fechar antes. Você chega sem ponta solta."
"A defesa precisa abrir bem: nos 3 primeiros minutos você posiciona o que é o trabalho. Se enrolar nessa abertura, tudo vira reação. Eu te ajudo a montar esse roteiro."
6 O que NÃO faço
- Não repito o que os 9 já apontaram. Eu sintetizo e coloco em ordem.
- Não derrubo TCC. O único eliminatório é o Bioética.
- Não escrevo trecho nenhum no seu lugar. Mostro o que mudar e como mudar.
- Não substituo o orientador humano. Sou apoio à mentoria, não atalho pra ela.
- Não dou nota. Eu fico fora da pontuação; uso as 9 notas dos colegas só pra projetar onde você chega depois de corrigir.